A TV manda merda e o povo engole!

É duro criticar uma rede de televisão que faz a mesma novela das oito há dez anos, mudando apenas o título e o cenário carioca; que promove oito edições de um programa vencido por aquele que for mais dissimulado; que mantém o Faustão no ar por duas décadas – quando até o Faustão já cansou de si próprio. É duro criticar, porque é algo tão óbvio quanto uma chamada da Sessão da Tarde.
Tudo bem que a Sessão da Tarde é uma instituição televisiva – pois só foi/é criança de verdade quem matou/mata aula para ver o Ferris, o McFly ou, que seja, o Homem da Califórnia no período vespertino. Mas, analisando friamente, é mais um programa levado bem “nas coxas” pela emissora do Jardim Botânico.
Os filmes costumam ter no mínimo 25 anos. A dublagem é safadíssima (apesar de a voz do cidadão que dubla o Bruce Willis me parecer mais agradável e bacana do que Bruce Willis himself). Ali a gente também percebe o vexame nas traduções – principalmente nos títulos, quando “Beverly Hills Cop” se torna “Um Tira da Pesada” e “Footloose” precisa virar “Footloose – Ritmo Louco”. E o pior, disparado, são as chamadas, onde esses “da pesada”, “do barulho”, “muito suspeito” e “muito louco” são uma febre.
Ainda acho que a liderança de Ibope exercida pela Dona Globo aconteça na base do “ah, é ruim mas tá bom… É o único canal que pega sem chuviscar mesmo…”. Ou, vai ver, a gente gosta mesmo é de uma coisa óbvia nas nossas vidas, só pelo conforto que ela traz. Então, que a Sessão da Tarde dure mais uns 25 anos! Só para continuarmos apreciando esses filmes muito loucos do barulho.
Vi lá no Ecce mundo, ecce homo e no Garotas que dizem ni.
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1 Comentário
1.
Abigobaldo comentou dia 24. March 2008 às 3:07 pm
Não tem coisa mais antiga e estranha que Sessão da Tarde. Lá, o Alfalfa (d’Os Batutinhas) vira Espeto.
O_o.