13. July 2008

Agora ficou claro…

Você já parou pra pensar da onde pode ter surgido algumas expressões, gírias ou dialetos comumente usados no dia dia de muita rapaziada maneira Brasil afora?

Pois então… como o uatarreu.com também é cultura, resolvi colocar uma imagem aqui para ilustrar uma expressão que muito mano muita gente já falou ou ouviu.

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15. April 2008

Zum, zum, zum! Capoeira mata um!

Esse vídeo aí é de um batizado de capoeira do Mestre Ambrosio, de Uberaba-MG.

Beleza meu… vo falar o que né? cultura é cultura!

Só acho que dessa forma os moleques aprendizes vão ficar ainda mais violentos.

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31. March 2008

Cultura é cultura…

…e isso, não se discute. Maaaass…

Alguém aí me diz se conseguie imaginar a seguinte situação rolando aqui no Brasil:

Na padaria do Zé acaba de entrar um cliente:

- E aí, Zé, Beleza?!

-Tudo tranquilo. Vai levar alguma coisa?

-Pois é, cara… To pensando aqui. (mão no queixo, pensativo) Acho que hoje vou levar só um rosto de criança, o tronco de um adulto e as pernas de um idoso mesmo. Dá vinte “pila”, né?!

-Isso mesmo. Ta aqui, ó.

-Valew… volto aí depois.

[...] [?!]

Sinistro…

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24. March 2008

A TV manda merda e o povo engole!

É duro criticar uma rede de televisão que faz a mesma novela das oito há dez anos, mudando apenas o título e o cenário carioca; que promove oito edições de um programa vencido por aquele que for mais dissimulado; que mantém o Faustão no ar por duas décadas – quando até o Faustão já cansou de si próprio. É duro criticar, porque é algo tão óbvio quanto uma chamada da Sessão da Tarde.
Tudo bem que a Sessão da Tarde é uma instituição televisiva – pois só foi/é criança de verdade quem matou/mata aula para ver o Ferris, o McFly ou, que seja, o Homem da Califórnia no período vespertino. Mas, analisando friamente, é mais um programa levado bem “nas coxas” pela emissora do Jardim Botânico.

 

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13. March 2008

Tá na hora de parar pra pensar

Humanos, Nazistas

Clique na imagem para ampliar

Algum tempo atrás eu assisti ao documentário “A Carne é Fraca”, a favor do vegetarianismo e contra o consumo de carne. Abordado de diversos ângulos, o problema da carne já não é tão fácil de se resolver. Gera poluição, desmatamento e mal ao nosso organismo.

Me fez parar pra pensar em muitas coisas. Acho bem difícil largar esse costume tão gostoso, mas ao mesmo tempo tão desprezível. Nós humanos somos nojentos e hipócritas, mas isso todo mundo já sabe.

O filme é interessante pacas e dá pra assistir a muita coisa legal dele aqui, nesse link do Youtube. Vale muito a pena acessar. Afinal, “para os animais, todos os humanos são nazistas”!

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02. February 2008

Texto Rox: Adote Um Careta

Achei muito legal esse texto. Apesar de não me identificar tanto com a situação do autor… ;P

Adote Um Careta 

Definitivamente, essa modernidade é esdrúxula, parafraseando meu colega de blogue. A sociedade chegou a tal ponto, que hoje não fazer coisas tipo beber, fumar ou usar drogas, é completamente out. E, como se isso não bastasse, as pessoas olham diferente pra um sujeito assim. Afinal, um sujeito que não bebe, não fuma e não usa nenhum tipo de drogas deve ter algum problema! E se você for, como eu, adepto de formas mais “ortodoxas” de sexo então, você definitivamente tem algum problema.
- Vai um tapinha? – me pergunta bob, nome fictício, claro.
- Não, não, valeu.
- Ah tá, parou, né?!
- Não, eu não fumo.
- Pais opressores? É, os meus também eram assim…
- Não, eu não fumo. Nunca fumei.
- Porra, você deve beber demais então!??!
- Não, eu também não bebo… – respondo, já envergonhado de minha abstinência…
- Qual o seu problema?
- Eu, problema? Acho que nenhum, por que?
- Nada, nada… É que… será que você podia nos dar licença? Não é preconceito não, longe de mim!, mas é que.. Ah!!Você me entende, né?! A gente não vai ficar muito a vontade com alguém assim por perto…
E por aí vai. Você passa a ser um alienígena. Aliás, tem gente que acredita em alienígena… E com relação a sexo a coisa piora. “Como? Você não iria pra cama com sua prima, o namorado dela e quatro anões vestidos de Praga do Xou da Xuxa??”. Acreditem, tem quem não curta. Sexo pra mim são duas pessoas, e no meu caso, uma outra pessoa feminina. E só. Nunca tive pensamentos sodomitas com homens, crianças, animais, eletrodomésticos, hortifrutigranjeiros ou marinheiros suecos. Nem uma vez sequer. E não vejo nenhum problema nisso. Nem em quem gosta, claro, cada um com seu cada um, já diz o samba popular. Mas, como se dizia na época que 69 era só uma posição, e não o número de pessoas envolvidas na transa: comigo não, violão! Daqui a pouco vão criar um grupo de ajuda, algo como Caretas anônimos.
- Bom, vamos começar a reunião de hoje. Primeiro, pra desinibir, digam seus nomes e contem o que os trouxe aqui ao C.A.
- Ééé, meu nome é Roberto, só bebo nos fins de semana, só fumei maconha três vezes e nunca fui a uma suruba… Mas eu quero largar essa vida careta! – diz, cabisbaixo, o primeiro ao lado da conciliadora.
- Pode deixar, vamos ajudá-lo Próximo.
- Eu sou o André. Parei de cheirar faz um ano, e não posso fumar por que só tenho vinte e cinco por cento da capacidade pulmonar… Mas eu quero voltar! Essa caretice ta acabando comigo! Minha família ta ameaçando me deixar…
- Calma, vai dar tudo certo. E você, de cabeça baixa? – Fala ela, apontando pra mim.
- Bem, eu, er, eu sou o Leonardo. Não bebo, não fumo, não uso drogas, não sou bicha e nunca tive uma ereção pensando na minha namorada na cama com a Simone, o Michael Jackson e o vampeta vestido de tirolesa…
- Como?? NUNCA fumou? Nem um ménage a trois sequer???
- Bem, não. Nunca.
- Escuta aqui, rapazinho, isso aqui é um trabalho sério! Tentamos ajudar pessoas caretas, mas ninguém aqui faz milagre… Pelo amor de Deus, é cada maluco que me aparece.
Já me aconselharam até a procurar ajuda profissional pra me “libertar dos meus preconceitos”. Já sei! Vou fundar uma ONG! Vamos fazer bandeira e camisas com escritos como “maconha: nem ligo!”, “cerveja: tô nem aí!”, Suruba é o caralho!”e “tira essa mão da minha bunda!”. É só esperar, que quando restarem muitos poucos, alguém pede uma verba ao Governo pra nos proteger. É questão de tempo. Questão de tempo.

Achei lá no Eu e Meu Ego Grande.

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01. February 2008

Download: Arnaldo Antunes e Ana Carolina

Ana Carolina - Dois Quartos

Ana Carolina, cantora que se transformou numa das artistas mais queridas do Brasil, lança seu quarto disco. Produzido por Nilo Romero, Marcelo Sussekind e Guto Graça Mello, o CD duplo traz composições imperdíveis. Destaque para o single “Rosas”, que já está no primeiro lugar de todas as rádios do segmento do Brasil. Confira mais um sucesso dessa voz poderosa que se impôs rapidamente entre as melhores cantoras do Brasil!

Disco 1
1. Nada Te Faltará
2. Tolerância
3. Ruas de Outono
4. Aqui
5. Rosas
6. Um Edifício no Meio do Mundo
7. Vai
8. O Cristo de Madeira
9. Eu Comi a Madona
10. 1.100,00 ( Nega Marrenta)
11. Chevette
12. Notícias Populares

Disco 2
1. La Critique ( Instrumental)
2. Então Vá Se Perder
3. Carvão
4. Manhã
5. Homens e Mulheres
6. Corredores
7. Sen.Ti.Mentos ( Instrumental)
8. Cantinho
9. Eu Não Paro
10. Claridade
11. Milhares de Sambas
12. Eu Comi a Madona ( Remix)

DOWNLOAD AQUI - EASY-SHARE

DOWNLOAD AQUI - RAPIDSHARE

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Arnaldo Antunes - Ao Vivo No Estúdio

Gravado em agosto de 2007 no estúdio Mosh em SP , o novo cd de Arnaldo Antunes traz as faixas de sucesso de seu último trabalho, “Qualquer” e sucessos de carreira. Participações especiais de Marisa Monte, Carlinhos Brown (faixa Um a Um) e Nando Reis ( Não vou me adaptar ).

1. Qualquer
2. Saiba
3. Fim do Dia
4. Não Vou Me Adaptar
5. Se Tudo Pode Acontecer
6. Socorro
7. Um a um
8. Num Dia
9. Qualquer Coisa
10. O que
11. Eu Não Sou da Rua
12. Quarto de Dormir
13. Contato Imediato
14. Pedido de Casamento
15. Luzes
16. Judiaria

DOWNLOAD AQUI

 

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30. January 2008

Papai Noel - Lenda ou Verdade?

 

Existe aproximadamente dois bilhões de crianças (menores de 18 anos) na Terra.

Contudo, como o Papai Noel não visita os muçulmanos, hindus, budistas ou judeus, restam “apenas” cerca de 378 milhões de crianças a receberem a sua visita.

Considerando que há, em média, 3,5 crianças em cada casa, e que em cada família há, pelo menos, 1 bom menino (ou menina), ficam 108 milhões de casas para o Papai Noel visitar.

 

Partindo do princípio que a viagem natalícia é feita no sentido este-oeste, para tirar partido do movimento de rotação da Terra, e ainda levando em conta os fusos horários, o Pai Natal terá cerca de 31 horas para efectuar a sua visita anual.

Um simples cálculo conduz-nos ao resultado espantoso de 967,7 visitas por segundo. Por outras palavras, o Papai Noel terá cerca de 1 milésimo de segundo para estacionar o trenó, encher as meias com os presentes, comer algumas bolachas, subir pela chaminé, saltar para o trenó e partir em direcção à próxima casa.

Admitindo que as casas estão distribuídas uniformemente pela superfície da Terra (o que está profundamente incorreto), o Papai Noel efectuará uma viagem de 1,4 km entre duas casas sucessivas. Isto significa que o Pai Natal viaja cerca de 150.000.000 (150 milhões) de km na noite de Natal, e que o seu trenó terá aproximadamente uma velocidade de 1170 km por segundo (3000 vezes mais rápido que a velocidade do som). Por comparação, o veículo mais rápido construído pelo homem, a sonda espacial Ulysses, atinge “apenas” a velocidade de 49 km por segundo (176000 ).

Uma rena normal atinge apenas a velocidade de 27 km por “hora”.

A carga transportada pelo trenó é também um assunto no mínimo intrigante.

Supondo que cada criança recebe apenas 1 caixa de Lego de 1 quilograma, o trenó teria de suportar uma carga de 500.000 toneladas, sem contar com o peso do Pai Natal ou das renas.

Ora, a rena mais forte consegue puxar apenas 150 quilogramas.

Mesmo admitindo que as famosas “renas voadoras” conseguem carregar 10 vezes mais, o Pai Natal não conseguiria transportar a sua carga com somente 8 ou 9 renas, precisaria de 360.000, o que faria aumentar o peso (massa) em 54 000 toneladas, ou seja, o trenó seria mais pesado do que o porta-aviões USS Enterprise.

Um corpo de 550 000 toneladas, deslocando-se a 1170 km por segundo, sofreria uma enorme resistência do ar.

As renas aqueceriam (devido à fricção do ar) tal como o “Space Shuttle” ao entrar na atmosfera terrestre.

As renas da frente absorveriam 14 300 MJ (milhões de joules) de energia térmica (calor), por segundo, o que faria com que elas ficassem instantaneamente em chamas, ao passo que todas as restantes ficariam completamente vaporizadas em 4,26 milésimos de segundo.

Isto teria como consequência que o Papai Noel apenas poderia visitar 5 casas.

Não fique preocupado, e pensando que até agora teve a sorte de sua casa ser sempre uma das primeiras: supondo que o Papai Noel “pesa” 125 quilogramas (o que deve ser um valor extremamente “elegante”), ele ficaria sujeito, ao passar do repouso para 1170 em 1 milésimo de segundo, a uma aceleração 17 500 vezes superior à que o corpo humano suporta.

Seria esmagado contra o encosto do trenó por uma força equivalente à de um corpo de 2160 toneladas.

Apenas resta a esperança de que o Papai Noel viva em outra dimensão. Mas isso é outra História.

Palavras

Clique na imagem para visualização completa.

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24. January 2008

Você é Hands On?

Você é Hands On?
Max Gehringer / Colunista da Revista EXAME)

Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem - sem contar a formação superior - liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.

Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.

E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico…

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno.. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade.

Seu Borges: — Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
Fabiana: — In a hurry!
Seu Borges: — Saúde.
Fabiana: — Não, Seu Borges, isso quer dizer “bem rapidinho”. É que eu tenho fluência em inglês.

Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Borges: — E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: — O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: — Não, não.. Cópias normais mesmo.
Fabiana: — Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade.
Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
Seu Borges: — Fabiana, desse jeito não vai Dar!
Fabiana: — E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Borges: — Como assim?
Fabiana: — É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar.
E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: — Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: — Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro…
Seu Borges: — Futuro? Que futuro?
Fabiana: — É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: — Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: — Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Borges: — Hã?
Fabiana: — Hands on….Mão na massa.
Seu Borges: — Claro que sou!
Fabiana: — Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:

1 - Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 - E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.

Alguém ponderará - com justa razão - que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.

Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel.

Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas!
Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação… só que não sabia nem abrir o capô. Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava “nóis vai” e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida. Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz:

O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR.

Max Gehringer

As Empresas e seus Gestores precisam decidir que tipo de profissional elas necessitam: Aqueles que Resolvem os problemas ou aqueles que impressionam e não resolvem nada.

O interessante é conciliar estes dois profissionais em um só, portanto valorizem as pessoas que trabalham com você ou para Você; criem possibilidades, oportunidades e desafios que condizem com elas, o mercado do trabalho agradece.

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01. December 2007

Texto sensacional do Chuck Palahniuk

“GUTS”

Inspire.

Inspire o máximo de ar que conseguir. Essa estória deve durar aproximadamente o tempo que você consegue segurar sua respiração, e um pouco mais. Então escute o mais rápido que puder.

Um amigo meu aos 13 anos ouviu falar sobre “fio-terra”. Isso é quando alguém enfia um consolo na bunda. Estimule a próstata o suficiente, e os rumores dizem que você pode ter orgasmos explosivos sem usar as mãos. Nessa idade, esse amigo é um pequeno maníaco sexual. Ele está sempre buscando uma melhor forma de gozar. Ele sai para comprar uma cenoura e lubrificante. Para conduzir uma pesquisa particular. Ele então imagina como seria a cena no caixa do supermercado, a solitária cenoura e o lubrificante percorrendo pela esteira o caminho até o atendente no caixa. Todos os clientes esperando na fila, observando. Todos vendo a grande noite que ele preparou.

Então, esse amigo compra leite, ovos, açúcar e uma cenoura, todos os ingredientes para um bolo de cenoura. E vaselina.

Como se ele fosse para casa enfiar um bolo de cenoura no rabo.

Em casa, ele corta a ponta da cenoura com um alicate. Ele a lubrifica e desce seu traseiro por ela. Então, nada. Nenhum orgasmo. Nada acontece, exceto pela dor.

Então, esse garoto, a mãe dele grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para descer, naquele momento.

Ele remove a cenoura e coloca a coisa pegajosa e imunda no meio das roupas sujas debaixo da cama.

Depois do jantar, ele procura pela cenoura, e não está mais lá. Todas as suas roupas sujas, enquanto ele jantava, foram recolhidas por sua mãe para lavá-las. Não havia como ela não encontrar a cenoura, cuidadosamente esculpida com uma faca da cozinha, ainda lustrosa de lubrificante e fedorenta.

Esse amigo meu, ele espera por meses na surdina, esperando que seus pais o confrontem. E eles nunca fazem isso. Nunca. Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. Em toda caça de ovos de páscoa com seus filhos, os netos de seus pais, aquela cenoura fantasma paira por sobre todos eles. Isso é algo vergonhoso demais para dar um nome.

As pessoas na França possuem uma expressão: “sagacidade de escadas.” Em francês: esprit de l’escalier. Representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais. Digamos que você está numa festa e alguém o insulta. Você precisa dizer algo. Então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. Mas no momento em que sai da festa….

Enquanto você desce as escadas, então - mágica. Você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. A réplica mais avassaladora.

Esse é o espírito da escada.

O problema é que até mesmo os franceses não possuem uma expressão para as coisas estúpidas que você diz sob pressão. Essas coisas estúpidas e desesperadas que você pensa ou faz.

Alguns atos são baixos demais para receberem um nome. Baixos demais para serem discutidos.

Agora que me recordo, os especialistas em psicologia dos jovens, os conselheiros escolares, dizem que a maioria dos casos de suicídio adolescente eram garotos se estrangulando enquanto se masturbavam. Seus pais o encontravam, uma toalha enrolada em volta do pescoço, a toalha amarrada no suporte de cabides do armário, o garoto morto. Esperma por toda a parte. É claro que os pais limpavam tudo. Colocavam calças no garoto. Faziam parecer… melhor. Ao menos, intencional. Um caso comum de triste suicídio adolescente.

Outro amigo meu, um garoto da escola, seu irmão mais velho na Marinha dizia como os caras do Oriente Médio se masturbavam de forma diferente do que fazemos por aqui. Esse irmão tinha desembarcado num desses países cheios de camelos, na qual o mercado público vendia o que pareciam abridores de carta chiques. Cada uma dessas coisas é apenas um fino cabo de latão ou prata polida, do comprimento aproximado de sua mão, com uma grande ponta numa das extremidades, ou uma esfera de metal ou uma dessas empunhaduras como as de espadas. Esse irmão da Marinha dizia que os árabes ficavam de pau duro e inseriam esse cabo de metal dentro e por toda a extremidade de seus paus. Eles então batiam punheta com o cabo dentro, e isso os faziam gozar melhor. De forma mais intensa.

Esse irmão mais velho viajava pelo mundo, mandando frases em francês. Frases em russo. Dicas de punhetagem.

Depois disso, o irmão mais novo, um dia ele não aparece na escola. Naquela noite, ele liga pedindo para eu pegar seus deveres de casa pelas próximas semanas. Porque ele está no hospital.

Ele tem que compartilhar um quarto com velhos que estiveram operando as entranhas. Ele diz que todos compartilham a mesma televisão. Que a única coisa para dar privacidade é uma cortina. Seus pais não o vem visitar. No telefone, ele diz como os pais dele queriam matar o irmão mais velho da Marinha.

Pelo telefone, o garoto diz que, no dia anterior, ele estava meio chapado. Em casa, no seu quarto, ele deitou-se na cama. Ele estava acendendo uma vela e folheando algumas revistas pornográficas antigas, preparando-se para bater uma. Isso foi depois que ele recebeu as notícias de seu irmão marinheiro. Aquela dica de como os árabes se masturbam. O garoto olha ao redor procurando por algo que possa servir. Uma caneta é grande demais. Um lápis, grande demais e áspero. Mas escorrendo pelo canto da vela havia um fino filete de vela derretida que poderia servir. Com as pontas dos dedos, o garoto descola o filete da vela. Ele o enrola na palma de suas mãos. Longo, e liso, e fino.

Chapado e com tesão, ele enfia lá dentro, mais e mais fundo por dentro do canal urinário de seu pau. Com uma boa parte da cera ainda para fora, ele começa o trabalho.

Até mesmo nesse momento ele reconhece que esses árabes eram caras muito espertos. Eles reinventaram totalmente a punheta. Deitado totalmente na cama, as coisas estão ficando tão boas que o garoto nem observa a filete de cera. Ele está quase gozando quando percebe que a cera não está mais lá.

O fino filete de cera entrou. Bem lá no fundo. Tão fundo que ele nem consegue sentir a cera dentro de seu pau.

Das escadas, sua mãe grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para ele descer naquele momento. O garoto da cenoura e o garoto da cera eram pessoas diferentes, mas viviam basicamente a mesma vida.

Depois do jantar, as entranhas do garoto começam a doer. É cera, então ele imagina que ela vá derreter dentro dele e ele poderá mijar para fora. Agora suas costas doem. Seus rins. Ele não consegue ficar ereto corretamente.

O garoto falando pelo telefone do seu quarto de hospital, no fundo pode-se ouvir campainhas, pessoas gritando. Game shows.

Os raios-X mostram a verdade, algo longo e fino, dobrado dentro de sua bexiga. Esse longo e fino V dentro dele está coletando todos os minerais no seu mijo. Está ficando maior e mais expesso, coletando cristais de cálcio, está batendo lá dentro, rasgando a frágil parede interna de sua bexiga, bloqueando a urina. Seus rins estão cheios. O pouco que sai de seu pau é vermelho de sangue.

O garoto e seus pais, a família inteira, olhando aquela chapa de raio-X com o médico e as enfermeiras ali, um grande V de cera brilhando na chapa para todos verem, ele deve falar a verdade. Sobre o jeito que os árabes se masturbam. Sobre o que o seu irmãos mais velho da Marinha escreveu.

No telefone, nesse momento, ele começa a chorar.

Eles pagam pela operação na bexiga com o dinheiro da poupança para sua faculdade. Um erro estúpido, e agora ele nunca mais será um advogado.

Enfiando coisas dentro de você. Enfiando-se dentro de coisas. Uma vela no seu pau ou seu pescoço num nó, sabíamos que não poderia acabar em problemas.

O que me fez ter problemas, eu chamava de Pesca Submarina. Isso era bater punheta embaixo d’água, sentando no fundo da piscina dos meus pais. Pegando fôlego, eu afundava até o fundo da piscina e tirava meu calção. Eu sentava no fundo por dois, três, quatro minutos.

Só de bater punheta eu tinha conseguido uma enorme capacidade pulmonar. Se eu tivesse a casa só para mim, eu faria isso a tarde toda. Depois que eu gozava, meu esperma ficava boiando em grandes e gordas gotas.

Depois disso eram mais alguns mergulhos, para apanhar todas. Para pegar todas e colocá-las em uma toalha. Por isso chamava de Pesca Submarina. Mesmo com o cloro, havia a minha irmã para se preocupar. Ou, Cristo, minha mãe.

Esse era meu maior medo: minha irmã adolescente e virgem, pensando que estava ficando gorda e dando a luz a um bebê retardado de duas cabeças. As duas parecendo-se comigo. Eu, o pai e o tio. No fim, são as coisas nais quais você não se preocupa que te pegam.

A melhor parte da Pesca Submarina era o duto da bomba do filtro. A melhor parte era ficar pelado e sentar nela.

Como os franceses dizem, Quem não gosta de ter seu cú chupado? Mesmo assim, num minuto você é só um garoto batendo uma, e no outro nunca mais será um advogado.

Num minuto eu estou no fundo da piscina e o céu é um azul claro e ondulado, aparecendo através de dois metros e meio de água sobre minha cabeça. Silêncio total exceto pelas batidas do coração que escuto em meu ouvido. Meu calção amarelo-listrado preso em volta do meu pescoço por segurança, só em caso de algum amigo, um vizinho, alguém que apareça e pergunte porque faltei aos treinos de futebol. O constante chupar da saída de água me envolve enquanto delicio minha bunda magra e branquela naquela sensação.

Num momento eu tenho ar o suficiente e meu pau está na minha mão. Meus pais estão no trabalho e minha irmão no balé. Ninguém estará em casa por horas.

Minhas mãos começam a punhetar, e eu paro. Eu subo para pegar mais ar. Afundo e sento no fundo.

Faço isso de novo, e de novo.

Deve ser por isso que garotas querem sentar na sua cara. A sucção é como dar uma cagada que nunca acaba. Meu pau duro e meu cú sendo chupado, eu não preciso de mais ar. O bater do meu coração nos ouvidos, eu fico no fundo até as brilhantes estrelas de luz começarem a surgir nos meus olhos. Minhas pernas esticadas, a batata das pernas esfregando-se contra o fundo. Meus dedos do pé ficando azul, meus dedos ficando enrugados por estar tanto tempo na água.

E então acontece. As gotas gordas de gozo aparecem. É nesse momento que preciso de mais ar. Mas quando tento sair do fundo, não consigo. Não consigo colocar meus pés abaixo de mim. Minha bunda está presa.

Médicos de plantão de emergência podem confirmar que todo ano cerca de 150 pessoas ficam presas dessa forma, sugadas pelo duto do filtro de piscina. Fique com o cabelo preso, ou o traseiro, e você vai se afogar. Todo o ano, muita gente fica. A maioria na Flórida.

As pessoas simplesmente não falam sobre isso. Nem mesmo os franceses falam sobre tudo. Colocando um joelho no fundo, colocando um pé abaixo de mim, eu empurro contra o fundo. Estou saindo, não mais sentado no fundo da piscina, mas não estou chegando para fora da água também.

Ainda nadando, mexendo meus dois braços, eu devo estar na metade do caminho para a superfície mas não estou indo mais longe que isso. O bater do meu coração no meu ouvido fica mais alto e mais forte.

As brilhantes fagulhas de luz passam pelos meus olhos, e eu olho para trás… mas não faz sentido. Uma corda espessa, algum tipo de cobra, branco-azulada e cheia de veias, saiu do duto da piscina e está segurando minha bunda. Algumas das veias estão sangrando, sangue vermelho que aparenta ser preto debaixo da água, que sai por pequenos cortes na pálida pele da cobra. O sangue começa a sumir na água, e dentro da pele fina e branco-azulada da cobra é possível ver pedaços de alguma refeição semi-digerida.

Só há uma explicação. Algum horrível monstro marinho, uma serpente do mar, algo que nunca viu a luz do dia, estava se escondendo no fundo escuro do duto da piscina, só esperando para me comer.

Então… eu chuto a coisa, chuto a pele enrugada e escorregadia cheia de veias, e parece que mais está saindo do duto. Deve ser do tamanho da minha perna nesse momento, mas ainda segurando firme no meu cú. Com outro chute, estou a centímetros de conseguir respirar. Ainda sentido a cobra presa no meu traseiro, estou bem próximo de escapar.

Dentro da cobra, é possível ver milho e amendoins. E dá pra ver uma brilhante esfera laranja. É um daqueles tipos de vitamina que meu pai me força a tomar, para poder ganhar massa. Para conseguir a bolsa como jogador de futebol. Com ferro e ácidos graxos Ômega 3.

Ver essa pílula foi o que me salvou a vida.

Não é uma cobra. É meu intestino grosso e meu cólon sendo puxados para fora de mim. O que os médicos chamam de prolapso de reto. São minhas entranhas sendo sugadas pelo duto.

Os médicos de plantão de emergência podem confirmar que uma bomba de piscina pode puxar 300 litros de água por minuto. Isso corresponde a 180 quilos de pressão. O grande problema é que somos todos interconectados por dentro. Seu traseiro é apenas o término da sua boca. Se eu deixasse, a bomba continuaria a puxar minhas entranhas até que chegasse na minha língua. Imagine dar uma cagada de 180 quilos e você vai perceber como isso pode acontecer.

O que eu posso dizer é que suas entranhas não sentem tanta dor. Não da forma que sua pele sente dor. As coisas que você digere, os médicos chamam de matéria fecal. No meio disso tudo está o suco gástrico, com pedaços de milho, amendoins e ervilhas.

Essa sopa de sangue, milho, merda, esperma e amendoim flutua ao meu redor. Mesmo com minhas entranhas saindo pelo meu traseiro, eu tentando segurar o que restou, mesmo assim, minha vontade é de colocar meu calção de alguma forma.

Deus proíba que meus pais vejam meu pau.

Com uma mão seguro a saída do meu rabo, com a outra mão puxo o calção amarelo-listrado do meu pescoço. Mesmo assim, é impossível puxar de volta.

Se você quer sentir como seria tocar seus intestinos, compre um camisinha feita com intestino de carneiro. Pegue uma e desenrole. Encha de manteiga de amendoim. Lubrifique e coloque debaixo d’água. Então tente rasgá-la. Tente partir em duas. É firme e ao mesmo tempo macia. É tão escorregadia que não dá para segurar.

Uma camisinha dessas é feita do bom e velho intestino.

Você então vê contra o que eu lutava.

Se eu largo, sai tudo.

Se eu nado para a superfície, sai tudo.

Se eu não nadar, me afogo.

É escolher entre morrer agora, e morrer em um minuto.

O que meus pais vão encontrar depois do trabalho é um feto grande e pelado, todo curvado. Mergulhado na árgua turva da piscina de casa. Preso ao fundo por uma larga corda de veias e entranhas retorcidas. O oposto do garoto que se estrangula enquanto bate uma. Esse é o bebê que trouxeram para casa do hospital há 13 anos. Esse é o garoto que esperavam conseguir uma bolsa de jogador de futebol e eventualmente um mestrado. Que cuidaria deles quando estivessem velhinhos. Seus sonhos e esperanças. Flutuando aqui, pelado e morto. Em volta dele, gotas gordas de esperma.

Ou isso, ou meus pais me encontrariam enrolado numa toalha encharcada de sangue, morto entre a piscina e o telefone da cozinha, os restos destroçados das minhas entranhas para fora do meu calção amarelo-listrado.

Algo sobre o qual nem os franceses falam.

Aquele irmão mais velho na Marinha, ele ensinou uma outra expressão bacana. Uma expressão russa. Do jeito que nós falamos “Preciso disso como preciso de um buraco na cabeça…,” os russos dizem, “Preciso disso como preciso de dentes no meu cú……

Mne eto nado kak zuby v zadnitse.

Essas histórias de como animais presos em armadilhas roem a própria perna fora, bem, qualquer coiote poderá te confirmar que algumas mordidas são melhores que morrer.

Droga… mesmo se você for russo, um dia vai querer esses dentes.

Senão, o que você pode fazer é se curvar todo. Você coloca um cotovelo por baixo do joelho e puxa essa perna para o seu rosto. Você morde e rói seu próprio cú. Se você ficar sem ar você consegue roer qualquer coisa para poder respirar de novo.

Não é algo que seja bom contar a uma garota no primeiro encontro. Não se você espera por um beijinho de despedida. Se eu contasse como é o gosto, vocês não comeriam mais frutos do mar.

É difícil dizer o que enojaria mais meus pais: como entrei nessa situação, ou como me salvei. Depois do hospital, minha mãe dizia, “Você não sabia o que estava fazendo, querido. Você estava em choque.” E ela teve que aprender a cozinhar ovos pochê.

Todas aquelas pessoas enojadas ou sentindo pena de mim….

Precisava disso como precisaria de dentes no cú.

Hoje em dia, as pessoas sempre me dizem que eu sou magrinho demais. As pessoas em jantares ficam quietas ou bravas quando não como o cozido que fizeram. Cozidos podem me matar. Presuntadas. Qualquer coisa que fique mais que algumas horas dentro de mim, sai ainda como comida. Feijões caseiros ou atum, eu levanto e encontro aquilo intacto na privada.

Depois que você passa por uma lavagem estomacal super-radical como essa, você não digere carne tão bem. A maioria das pessoas tem um metro e meio de intestino grosso. Eu tenho sorte de ainda ter meus quinze centímetros. Então nunca consegui minha bolsa de jogador de futebol. Nunca consegui meu mestrado. Meus dois amigos, o da cera e o da cenoura, eles cresceram, ficaram grandes, mas eu nunca pesei mais do que pesava aos 13 anos.

Outro problema foi que meus pais pagaram muita grana naquela piscina. No fim meu pai teve que falar para o cara da limpeza da piscina que era um cachorro. O cachorro da família caiu e se afogou. O corpo sugado pelo duto. Mesmo depois que o cara da limpeza abriu o filtro e removeu um tubo pegajoso, um pedaço molhado de intestino com uma grande vitamina laranja dentro, mesmo assim meu pai dizia, “Aquela porra daquele cachorro era maluco.”

Mesmo do meu quarto no segundo andar, podia ouvir meu pai falar, “Não dava para deixar aquele cachorro sozinho por um segundo….”

E então a menstruação da minha irmã atrasou.

Mesmo depois que trocaram a água da piscina, depois que vendemos a casa e mudamos para outro estado, depois do aborto da minha irmã, mesmo depois de tudo isso meus pais nunca mencionaram mais isso novamente.

Nunca.

Essa é a nossa cenoura invisível.

Você. Agora você pode respirar.

Eu, ainda não.

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